25 de fev de 2014

Fotografia

( Texto publicado no Aos Olhos da Mari dia 21/11/2014 )



   Hoje parei por um segundo e olhei para uma parede no meu trabalho, meus olhos se encheram de lágrimas na mesma hora. Você deve estar pensando “Nossa que menina maluca. Quase chorando por causa de uma parede!? O.o”. Mas não foi bem assim. Na verdade acho que foi um mais um tipo de saudade. Não aquela que rasga o peito e te trás dor e sofrimento por alguma coisa perdida e acaba contigo, tá mais pra aquela saudade gostosa de coisas que valeram a pena. Como a lembrança de um dia de risada e chocolate em que programei a maquina e tirei aquela foto que fica do lado da minha cama com aqueles 2 melhores amigos (na frente daquela parede).

   Naquela época a vida era tão mais simples, nada de corações partidos ou despedidas. Só risos e momentos gostosos como os da foto. Afinal essa é a magia da fotografia né? Eternizar momentos como esse.
   Acredito que o lado bom da vida é esse. Nada de luxo e glamour (não que isso não seja bom rs) mas em coisas pequenininhas como aquela tarde em que a gente perde a hora batendo papo com a amiga, ou vai ao shopping com os 2 garotos mais doidos do colégio e arrasa no Guitar Hero.  E quando toma coragem pra encarar aquela viagem dos sonhos então é incrível! Ou até mesmo sentar na varanda em um dia de chuva, sentindo o cheiro de terra e dos seus lírios preferidos enquanto lê seu livro preferido pela milésima vez e faz carinho no cachorro.
   A vida não é tão curta como dizem por ai. Então vai menina! Levanta e agradece pelo que já viveu e por tudo o que vai viver. Se na caminhada você tropeçar e errar em alguma coisa, ÓTIMO! Pelo menos você já vai saber exatamente o que não deve fazer da próxima vez. Vai... levanta a cabeça e aproveita par soltar o cabelo e passar aquele batom novo e não se esqueça  daquele perfume que você adora. 
   Faça um curso bom para sua mente e um outro bom para sua alma. E se alguém quiser estragar seu dia sorria e carry on. Preencha sua vida com momentos como os da minha foto. Você vai ver que a vida não é complicada como parece, basta manter o foco e seguir sem medo.

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22 de fev de 2014

Na minha estante: Hex Hall



Nome: Hex Hall 
Autora: Rachel Hawkins
Editora: Galera Record
Ano: 2011 



   Entrei em uma livraria no shopping aqui perto de casa com a intenção de achar uma leitura leve e de preferencia sem continuações já que tenho um problema seríssimo em viciar fácil fácil em livros de série. Resultado, sai de lá com Hex Hall nas mãos ( livro que quando cheguei em casa descobri que tem mais 2 depois dele rs). Mas tá valendo, o livro é demais. 
   Confesso que acabou superando minhas expectativas, apesar de enrolar um pouquinho na hora de contar os fatos. De cara já gostei da personagem principal, coisa que é rara, já que as mocinhas da história sempre me irritam com alguma coisa. Mas Sophie Mercer é diferente. Bom, na verdade ela é diferente mesmo já que é uma bruxa.
   O livro começa com Sophie fazendo um feitiço do amor para uma colega de escola, o problema é que a tal feitiço dá certo demais e ela acaba sendo mandada para o Hecate Hall que é tipo um reformatório para Prodígios ( como são chamados quem possui alguma coisa de sobrenatural) onde começa a interagir com metamorfos, fadas, bruxos, etc.
   De cara, ela já se mete em confusão com um lobisomem, é salva por um bruxo bad boy chamado Archer e tem que aguentar piadinhas o resto do ano letivo, fica amiga de uma vampira que é a pessoa mais excluída do colégio e desperta a ira de um coven desfalcado. Como se não bastasse, ela ainda começa a ver uma "menina" que mais ninguém consegue.
   O livro é narrado na primeira pessoa e é cheio de referencias da cultura pop, o que faz com que você sinta e veja tudo pelo olhar de Sophie, que por sinal tem a ironia como arma para quase tudo.
   O final é daquele tipo que te deixa DESESPERADO para saber a continuação e é super rapidinho de ler.
   Alguém ai já leu ou tem vontade de ler? Me conta aqui nos comentários.
   Beijinhos
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21 de fev de 2014

Estreia da Semana: Um conto do destino



   A estreia de hoje é Um conto do destino, filme do diretor Akiva Goldsman e que trás Colin Farrell no papel principal. Ele será Peter Lake, um mecânico irlandês que decide roubar uma mansão que mais parece uma fortaleza só que ao entrar se depara com uma garota dentro dela. Ele descobre que ela esta doente mas mesmo assim nasce uma história de amor muito bonita entre os dois. 


   Até ai você deve estar imaginando um daqueles filmes estilo Doce Novembro ou Cidade dos Anjos ( que são ótimos e completamente choraveis rs). Mas há um detalhe ai, o filme se desenvolve tanto no século XIX quanto na Manhattan dos dias atuais. 
   Pois é, quando comecei a assistir o trailer pensei que fosse um romance épico e de repente lá esta Colin Farrell todo moderninho. Confesso que fiquei curiosa rs. 


   Por causa dessa adaptação em tempos diferentes o filme está recebendo algumas criticas dizendo que sua história é confusa, mas sinceramente me parece que na verdade ela será mesmo é muito linda. Há tempos não assisto um bom filme de romance e estou até ansiosa para ver. 


   O que vocês acham, alguém mais quer assistir? Me contem aqui nos comentários. 
   Beijinhos 


19 de fev de 2014

Vicio em Série - Saving Hope

                                         


   Oi pessoas !!!  No Vicio em Série de hoje vamos falar de Saving Hope. Essa série mistura drama com um pouquinho daquelas coisas sobrenaturais que eu acho que vocês já perceberam que eu adoro. 
   A história fala sobre um casal de médicos, a cirurgiã Alex e seu noivo Charlie que é chefe da ala de cirurgia onde trabalham. Eles sofrem um grave acidente de carro no dia do seu casamento e Charlie é levado para o hospital gravemente ferido. 
   É ai que a trama toda começa a se desenvolver de verdade. Charlie entra em coma e seu espirito começa a perambular pelo hospital. Ele observa a vida de todos os seus companheiros de trabalho incluindo todo o sofrimento e dedicação de Alex além de ter contato com outros pacientes que também estão em uma experiencia extracorpórea como ele. 
   Charlie ajuda a cada paciente que está passando por um problema assim mas sem interferir na decisão dos médicos que estão responsável por eles o resultado disso são situações que nos fazem rir e se emocionar em cada episódio e uma torcida louca para que cada um deles consiga se recuperar. Mas a série fica na "fantasia" só na parte das experiencias extracorpóreas mesmo, afinal nem sempre os médicos conseguem ajudar os pacientes a vencerem a luta contra a morte então se você é uma pessoa "manteiga" como eu prepare o lencinho que provavelmente você pode precisar dele. 


   Claro que Saving Hope não fala só do drama de Charlie e Alex então há também outros personagens que eu adoro como o cirurgião ortopédico Joel interpretado por Daniel Gilles,( isso mesmo minha gente, nosso querido vampiro original Elijah) que está sempre pronto para enfrentar todo mundo e é uma caixinha de surpresas. Maggie que é uma cirurgiã residente divertida que se esforça ao máximo para ser mais racional possível mas acaba sendo levada pelas emoções a maioria das vezes,  Gavin, que é um residente também mas voltado para a psiquiatria e acaba analisando todo mundo, o que normalmente me irritaria mas ele é engraçado então tudo bem rs. E por falar em personagem engraçado, Shahir Hamza garante umas boas risadas. Ele é um neurocirurgião brilhante que tem Síndrome de Asperger leve, uma doença parecida com o autismo o que o leva a construir meio que um abismo entre ele e seus colegas no hospital. 
   A série é uma delicia de assistir e a história de caba personagem é muito bem inscrita. Alguém ai curte Saving Hope ou tem vontade de assistir? Me conte aqui nos comentários. Beijinhos 

Onde assistir: Saving Hope


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18 de fev de 2014

O amor do soneto.



( Texto publicado dia 12/11/2013 no Aos Olhos da Mari )

   Hoje tive um sonho, não um daqueles que conforme as horas do seu dia vão passando fica esquecido, mas um sonho daqueles que te mostram coisas que você insiste em não ver. Daqueles que te despertam.
   No sonho ele estava correndo e eu fui atrás. Tinha outra pessoa me chamando mas fui atrás dele, como sempre. Corri, corri e corri mas ele não parava. E quando consegui alcançar ele estava chorando, eu nunca tinha visto ele chorar. Ele tentava me abraçar mas eu me afastava, o que fazia com que ele chorasse mais ainda. Eu não me afastava por medo, mas por que apesar de ter corrido tanto eu não ansiava pelo seu toque, não por falta de amor, mas por que o amor que sentia havia se transformado, ainda era grande só não tinha mais o tamanho do universo.
   Acordei assustada, agora eu entendia o soneto. O soneto que tantos apaixonados declamam por ai mas não  compreendem seu verdadeiro sentido, agora eu entendia. Agora eu entendia o que sentia a alma do poeta.
   Entendi que sempre fui carinhosa, atenciosa e companheira. Que o amei de tal maneira que seus erros não passavam de grãos de areia. Mas entendi que se o amor não é compartilhado por ambos do mesmo modo se apaga, por que é chama. Não estou dizendo que some, desaparece, até mesmo por que quando a chama se apaga fica marcas, mas não arde mais, não queima, ela se acalma e vira lembranças.
   Agora sei que não foi eterno como tantas vezes juramos quando estávamos juntos mas foi infinito enquanto durou. Quando acordei, depois desse sonho também estava chorando, mas eu estava livre.


Soneto referente ao texto:


Soneto de Fidelidade
(Vinicius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


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